Para quem não entendeu lhufas deste título, o mesmo se trata do nome do jogo criado pelo meu grupo na aula de teoria de jogos (sim, existe essa matéria). O Pancrácio era uma modalidade de combate esportivo na Grécia, e pela violência aplicada durante as competições serviu de inspiração para o nome de nosso jogo.
Gostei muito de como nosso projeto ficou, mesmo com o acabamento medonho (ou falta dele) da gráfica. Apesar de ter sido apresentado na feira realizada pela FMU, o jogo com certeza não pode ser considerado como a versão final, diversos pontos dele poderiam ser modificados, tanto na regra como na disposição de custos e recompensas na partida.
O jogo seguiu a orientação de ser baseado na Grécia, mais especificamente na mitologia grega. Os jogadores representam semideuses que estão competindo para conquistar uma vaga no panteão Olimpiano. Para tanto, estão em uma corrida atrás da adoração dos mortais e assim elevar seus poderes ao mesmo nível de um deus.
O jogo se desenvolve como muitos outros jogos de estratégia: administrar tropas, recursos e conquistar territórios. A diferença é o fator adoração, que implica em variar a estratégia afim de conquistar territórios e construir templos o máximo possivel antes dos outros jogadores.
A mecânica do combate não é complicada, mas faltou aparar algumas arestas para obtermos um resultado mais sólido. Embora eu tenha realmente me irritado com o resultado da arte, quando comparei a jogabilidade do Pancrácio com a dos outros jogos apresentados, me senti bem melhor. Não que não tenham sido apresentados jogos com mecânicas bem interessantes, mas no geral o pessoal não parecia ter muito contato com jogos de tabuleiro ou do exercicio da auto-crítica. Um "gênio" da sala chegou a descrever o jogo dele como uma versão melhorada do xadrez. Pura heresia.
Apesar de ter gostado do Pancrácio, provavelmente não darei continuidade nele. Pretendo voltar a utilizar algumas de suas caracteristicas, mas provavelmente em um projeto de teor mais individual.
É interessante estar cursando jogos digitais mas estar sempre priorizando criar jogos de tabuleiros e card games, acho que a minha velhice pesa nessas horas.
Hasta povo!
Pensamentos epistemológicos de alta performance sobre RPG, Cinema, Jogos, Quadrinhos e o resto.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Método M
Iniciarei o retorno a este blog prestando um serviço a comunidade que gosta de expressar seus insights pessoais, mas não possuia um método apropriado para faze-lo.
Percebi que muitas vezes a comunidade "leiga", ou não-nerd, tinha dificuldade em expressar suas opiniões pessoais sobre diversos assuntos pela falta de um método de análise para os sobjetos de estudo.
Depois de muitas mesas de boteco ao longo de minha vida, onde simples comentários pessoais se tornavam declarações de guerra contra a diversidade de pensamento, reparei que muitas vezes o embate se dava não pela discordancia da opinião e sim pela confusão referente aos diversos termos empregados ao avaliar certo objeto.
Assim, após incansável meditação, cinco minutos enquanto esperava o ônibus, cheguei ao método Machadiano de análise midiática. Midiática pois ela pode ser utilizada em diversas formas de comunicação, como livros, games, jogos ou até mesmo música.
O método M como irei chamá-lo consiste em atribuir 2 valores diferentes a 2 conceitos avaliados, criando um grand total de 4 denominações possiveis para o objeto avaliado.
Os conceitos avaliados são diversão e qualidade, opto por essa separação pois nem tudo que é bem feito é suportavél. Ópera é refinada e para aqueles com sensibilidade, mas um bate-cabeça punk é bem mais da hora.
Então, explicados os conceitos, vamos agora aos valores. No que se refere a diversão algo pode ser chato ou legal. Enquanto que referente a qualidade as denominações possiveis são bom e ruim. Simples assim! Cruzando os conceitos percebemos que algo pode ser chato e bom ou chato e ruim, enquanto outras podem ser legais e ruins ou legais e boas.
E agora as denominações:
Chato + Ruim = "Escroto"
Chato + Bom = "Mala"
Legal + Ruim = "Tosco"
Legal + Bom ="Sensacional"
Agora usando as denominações do método M podemos conversar com propriedade sobre cinema e diversas outras mídias.
Assim quando você disser os filmes do Rohmer são malas, você não está ofendendo a capacidade dele de conduzir diálogos intermináveis, e sim dizendo que jogar buraco é melhor investimento de tempo.
Hasta!
Percebi que muitas vezes a comunidade "leiga", ou não-nerd, tinha dificuldade em expressar suas opiniões pessoais sobre diversos assuntos pela falta de um método de análise para os sobjetos de estudo.
Depois de muitas mesas de boteco ao longo de minha vida, onde simples comentários pessoais se tornavam declarações de guerra contra a diversidade de pensamento, reparei que muitas vezes o embate se dava não pela discordancia da opinião e sim pela confusão referente aos diversos termos empregados ao avaliar certo objeto.
Assim, após incansável meditação, cinco minutos enquanto esperava o ônibus, cheguei ao método Machadiano de análise midiática. Midiática pois ela pode ser utilizada em diversas formas de comunicação, como livros, games, jogos ou até mesmo música.
O método M como irei chamá-lo consiste em atribuir 2 valores diferentes a 2 conceitos avaliados, criando um grand total de 4 denominações possiveis para o objeto avaliado.
Os conceitos avaliados são diversão e qualidade, opto por essa separação pois nem tudo que é bem feito é suportavél. Ópera é refinada e para aqueles com sensibilidade, mas um bate-cabeça punk é bem mais da hora.
Então, explicados os conceitos, vamos agora aos valores. No que se refere a diversão algo pode ser chato ou legal. Enquanto que referente a qualidade as denominações possiveis são bom e ruim. Simples assim! Cruzando os conceitos percebemos que algo pode ser chato e bom ou chato e ruim, enquanto outras podem ser legais e ruins ou legais e boas.
E agora as denominações:
Chato + Ruim = "Escroto"
Chato + Bom = "Mala"
Legal + Ruim = "Tosco"
Legal + Bom ="Sensacional"
Agora usando as denominações do método M podemos conversar com propriedade sobre cinema e diversas outras mídias.
Assim quando você disser os filmes do Rohmer são malas, você não está ofendendo a capacidade dele de conduzir diálogos intermináveis, e sim dizendo que jogar buraco é melhor investimento de tempo.
Hasta!
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